terça-feira, 23 de junho de 2009

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES JÁ REALIZADAS

RELATÓRIO

COORDENADORA – Sônia Maria de Arruda Albuquerque
MUNICÍPIO – Formosa da Serra Negra – MA
TELEFONES – 99-3565-1070/1277
E-MAIL – semedfsnegra@hotmail.com
BLOG: salbuquerque01.blogspot.com
INÍCIO DAS ATIVIDADES : 03 DE ABRIL DE 2009 COM A OFICINA INTRODUTÓRIA
Em Linguagem são 34 cursistas inscritos, 31 cursistas freqüentando e 03 cursistas evadidos.
Em Matemática também são 34 cursistas inscritos, 31 cursistas freqüentando e 03 cursistas evadidos.
A evasão aconteceu em baixo índice, apenas 9%, e por motivos variados como: gravidez, casos de doença na família, incompatibilidade de tempo e dificuldades no deslocamento.
O Planejamento da Oficina Introdutória foi realizado em conjunto com as formadoras das duas áreas, onde programamos os materiais a serem trablhados.
O cronograma foi elaborado de acordo com as necessidades e realidade dos cursistas: nas sextas-feiras, quinzenalmente, com os encontros de 8 horas – para cada área.
Em Linguagem já foram realizadas 6 oficinas, sendo uma introdutória e cinco oficinas coletivas para as TP’s 3,4 e 5, restando apenas uma oficina para concluir a TP 5, já marcada para o dia 26 de junho.
Em Matemática já foram realizadas 05 oficinas, sendo uma oficina introdutória e quatro oficinas coletivas, para as TP’s 1, 2 e 3, restando ainda dois encontros para concluir a TP 3, marcadas para o mês de junho e julho.
Durante a implantação do programa (onze encontros – seis de Linguagem e cinco de Matemática), enfrentamos muitos desafios, assim como:
-Implantação: quanto à participação, importância do curso para o cursita e para o aluno;
-Cooperação: por parte dos cursistas entre si e demais colegas da escola;
-Apoio: ajuda de custo aos formadores e cursistas.
Conseguimos superar alguns desafios, outros ainda tendem a ser superados.
Outras dificuldades foram encontradas durante a realização das oficinas:
-não realização das atividades durante o período das fortes chuvas no município, onde as aulas foram suspensas por um determinado período;
-falta de articulação do planejamento envolvendo também as atividades do Gestar II;
-tempo dos cursistas destinado ao autoestudo, tendo em vista que a maioria tem uma carga horária de 40 horas;
-problemas com o local da realização dos encontros – pois antes, eram realizados na Biblioteca Pública Municipal, mas esta foi completamente depredada e não teve mais condições de funcionar. Nesse caso, as oficinas tiveram de acontecer nas salas cedidas pela Escola Eliza Moreira Ferraz, atrapalhando assim as aulas dessa escola.
Diante dessas dificuldades, eu como coordenadora, tomei algumas providências para solucionar as mesmas, como: debate com as turmas em relação ao planejamento e necessidade de articulação, local, conscientização da necessidade de um cronograma de estudo.
Além das conversas com as formadoras locais, sempre busquei informações com a formadora da UNB Valquíria Bezerra, por e-mail e/ou telefone, onde ela sempre buscou responder as minhas dúvidas demonstrando muito interesse em estar nos ajudando.
As oficinas coletivas de ambas as formadoras são realizadas de forma dinâmica, com problematização das atividades, resolução de tarefas em grupo e individualmente e estudos de casos.
Os cursistas, até então, na sua maioria, demonstram bastante interesse, participação e compromisso na realização das tarefas e na freqüência nas oficinas.
As formadoras apresentam comportamento satisfatório em relação ao Programa, demonstrando segurança no desenvolvimento dos trabalhos, bom relacionamento com os cursistas e com a coordenadora também, buscando sempre está acompanhando o desenvolvimento deles em sala de aula na aplicação do Gestar, isso através das visitas às escolas e entrevistas com os diretores.
O Gestar II veio de encontro com a necessidade dos nossos professores, pois apresenta recursos importantes na ampliação do conhecimento em relação ao uso da linguagem e da escrita onde terão melhores condições de compreender e avaliar mais adequadamente os textos lidos e ouvidos.
Desafios, conquistas, obstáculos, fazem parte do nosso cotidiano em qualquer área de atuação e não seria diferente na implantação do Programa Gestão da Aprendizagem Escolar. Mas, não será por isso que desistiremos de alcançar bons resultados, mesmo porque são essas dificuldades que nos impulsionam a lutar por dias melhores na educação formoserranegrense.
“Reaja com todas as forças que encontrar em seu coração, e terá a beleza da vida em redor de si mesmo”.
(...)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

LIVRO: NOVE OLHARES SOBRE A SUPERVISÃO


Esta obra reúne textos de nove autores e educadores sobre a Supervisão e tem Celestino e Alves da S. Júnior e Mary Rangel como organizadores.
Nos textos deste livro obtemos subsídios às reflexões que buscam compreender, mais amplamente a escola, o supervisor e a ação supervisora.
Os autores aproximam-se por caminhos diversos do espaço escolar e chegam à supervisão por fundamentos e visões que instigam o aprofundamento do seu entendimento.
Através desses textos confirma-se o princípio de que não se pode “olhar” a supervisão sem considerar a sociedade e seus reflexos na formação da escola, professores ou especialistas.
Existe uma necessidade de que o olhar sobre a supervisão não se detenha sobre a superfície, mas que atinjam camadas mais profundas, onde se encontram as raízes de questões que envolvem o trabalho educativo, seus serviços e compromissos.
A partir da leitura dessa obra, pode-se compreender melhor a ação supervisora. Onde o supervisor deixa de ser um burocrático e passa a ter como objeto de trabalho tanto o que o aluno produz quanto o que o professor produz, não como assessor ou consultor, mas como suporte, pois o supervisor tem como ajudar repassando a melhor forma de encaminhar o acompanhamento da aprendizagem dos alunos.
A ação supervisora se dá não só no preenchimento de fichas, cobranças e outras anotações, mas consiste na ajuda ao professor a replanejar a sua aula, dando maior sentido à mesma e maior significado para o educando.
Supervisão encaminha o sentido de “visão-sobre”, ao mesmo tempo que se exige de alguém, se faz necessário o estudo, reflexões sobre o ato de ensinar e aprender para que isso se faça de modo fundamentado e articulado e não aleatoriamente.
Recomendo esse livro para todos supervisores e coordenadores que pretendem esclarecer as dúvidas e melhorarem suas práticas pedagógicas quanto à ação supervisora.

LIVRO: PAIS BRILHANTES PROFESSORES FASCINANTES
AUGUSTO CURY

Este livro é bastante conhecido. Já li duas vezes porque acho muito interessante como o autor toca profundamente nossas emoções.
Temos muitos sonhos, e um deles é tornar os nossos filhos e/ou alunos felizes, sábios, saudáveis. Mas é uma tarefa que se torna cada vez mais difícil.
Augusto Cury não ensina regras, mas nos informa algumas ferramentas que nos ajudarão na promoção na formação de pensadores, de pessoas controladoras de suas próprias emoções.
São sete hábitos de pais brilhantes onde ele afirma que “os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração”. São contemplados: nutrir a personalidade, ensinar a pensar, preparar os filhos também para os fracassos, dialogar como amigos, contar histórias, doar seu próprio ser e não apenas presentear, e o mais importante, nunca desistir de acreditar no potencial dos filhos.
Também são sete os hábitos dos professores fascinantes: conhecer o funcionamento da mente, ter sensibilidade, educar a emoção, ensinar a pensar, ser mestre inesquecível, resolver conflitos em sala de aula e educar para a vida.
Como educadores também cometemos sete pecados: corrigir publicamente, expressar autoridade com agressividade, ser excessivamente crítico, punir quando estiver irado e colocar limites sem explicação, ser impaciente e desistir de educar, não cumprir com a palavra, destruir esperanças e sonhos.
Augusto Cury também apresenta o Projeto Escola da Vida, onde são dez técnicas para serem aplicadas por pais e/ou professores, onde envolve mudanças não no material didático utilizado, mas no ambiente social e psíquico dos alunos e professores.
A aplicação dessas técnicas depende do treinamento dos professores e da mudança da cultura educacional.
Recomendo a todos os pais e educadores que desejam mudar a educação e melhorar também sua forma de pensar e agir como seres humanos.

REFLEXÕES SOBRE OS LIVROS LIDOS

CONSIDERAÇÕES SOBRE O LIVRO: PAIS E PROFESSORES EDUCANDO COM VALORES - A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO EM CONJUNTO PARA A FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS.
CRIS POLI



Neste livro, Cris Poli aborda a formação das crianças amparada em sua experiência para ajudar os leitores a perceber a importância da atuação conjunta da família e da escola na formação do ser humano.
Neste livro descobre-se que o melhor caminho para formar corretamente a personalidade dos nossos filhos é através da parceria com a escola.
Como pais e/ou professores temos que tomar consciência e responsabilidade sobre a formação de nossas crianças. É hora, e se faz necessário, buscar soluções para a formação de adultos saudáveis, felizes e capazes de dar continuidade às tarefas que hoje estão em nossas mãos.
É um livro maravilhoso que nos ajuda a buscar e encontrar algumas soluções para as dificuldades enfrentadas pelos pais na tarefa de formação correta dos filhos, a estarmos mais presentes na vida deles transmitindo-lhes através do exemplo, os valores.
Outro fator interessante é que ela deixa bem claro que devemos cuidar não só da formação acadêmica e profissional da criança, mas do bem-estar e da saúde física, dos relacionamentos, auto-estima, equilíbrio emocional e da espiritualidade pois são fatores determinantes para a formação da personalidade.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

GESTAR II - FOTOS DA OFICINA INTRODUTÓRIA - DIA 03 DE ABRIL DE 2009







































No dia 03 de abril de 2009 na Escola Eliza Moreira Ferraz, aconteceu a Oficina Introdutória do Programa Gestar II em Formosa da Serra Negra-MA.
Foi dividido em dois momentos: pela manhã foram feitas as inscrições, repassadas as informações sobre o Guia Geral e entrega de material aos cursistas: onde utilizamos os slides com as seguintes informações:

FORMOSA DA SERRA NEGRA-MA
PROGRAMA GESTAR II
INFORMAÇÕES SOBRE O GUIA GERAL
CARACTERIZAÇÃO DO GESTAR II
· Formação continuada- ferramenta de profissionalização; não se deve entender como acúmulo de cursos;
· Por que semipresencial?
· Baseia-se nos PCN´S;
· Possui dois módulos: I- TP´s 3 a 5 – até Julho 2009 e o II – 1, 2 e 6 no restante do ano;
· Possui: OFICINAS COLETIVAS; PLANTÃO E ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO;
· A avaliação é feita através das oficinas, material que produz, desempenho nas oficinas, avaliações de conteúdo; PÁG: 50 a 51
· A certificação dependerá dos seguintes fatores: freqüência (90%), conceitos emitidos pelo formador referentes à Lição de Casa ou à Transposição Didática, desempenho nas oficinas e avaliações; auto avaliação; apresentação e desenvolvimento do projeto a ser desenvolvido na sala de aula em que trabalha; A SEMED É A RESPONSÁVEL PELA CERTIFICAÇÃO;
· O GESTAR II, baseia-se na concepção sócio-construtivista, ou seja, professor e aluno constroem juntos o conhecimento – há uma grande cumplicidade entre professor e aluno;
· O professor é um mediador, e o seu trabalho compreende: fazer um diagnóstico pra ter como base na preparação das aulas; selecionar técnicas; criar ambiente propício; incentivo à aprendizagem; proporcionar o trabalho individual e em grupo; trabalhar de forma interdisciplinar; promover o entrosamento dos alunos com outras salas e outras escolas, quando possível;
· O programa proporciona aos professores a oportunidade de conhecer novas técnicas e adequá-las à sua realidade;
· Valorizar a auto-avaliação e outras formas, que não sejam só orais e escritas;
· A escola deve fazer a mobilização da comunidade escolar pra explicar o Programa e também pra refletir sobre as suas respectivas metas; esclarecer que a maior contribuição da família não é somente o acompanhamento das atividades, mas a de fazer a relação entre o estudo e a escola; é ter uma postura crítica, propositiva, colaborativa;
· Se faz necessário que, no dia da reunião de mobilização da comunidade escolar, fique claro que: além do acompanhamento das atividades do programa, é necessário que ao final de cada semestre, os diretores das escolas, os funcionários, os demais integrantes da comunidade escolar participem de reuniões de avaliação das ações e do progresso dos alunos. Nesta reunião, é que cada um deve se sentir responsável e comprometido com os resultados
· O GESTAR II proporciona momentos de construção individual e coletiva;
· O que são as OFICINAS? São momentos de reunião para ampla discussão; realizadas a cada 2 unidades; proporciona momentos que motivam o professor a relacionar a teoria com a prática; antes de cada oficina os cursistas devem ler e fazer as devidas atividades com os seus alunos e a reflexão das mesmas para conter no seu portfólio; nessas oficinas além de serem apresentados os trabalhos feitos em sala de aula, são momentos de leitura, reflexão e aprofundamento dos pontos necessários;
CARGA HORÁRIA DO PROGRAMA
ATIVIDADES
TEMPO ESTIMADO (HORAS)
1-Estudos Individuais
120 h
2-Estudos Coletivos
80 h
3-Lição de Casa ou Socializando o Conhecimento
60 h
4-Projeto
40 h
TOTAL
300 h

· Estudos individuais obrigatórios – fazem parte da carga horária. E devem ser dedicados, pelo menos, 5 horas semanais;
PROJETO: pág.51 a 52
- deve ser entregue somente na finalização do programa
- deve ser interdisciplinar;
- sugestão de tema: LEITURA
AS EXPECTATIVAS DE MUDANÇAS A PARTIR DO GESTAR II
- todos estão envolvidos;
- como é interdisciplinar, os professores de outras áreas devem fornecer textos e problemas para os Cursistas.
- cada integrante da escola tem sua função;
MATERIAIS DE ENSINO E APRENDIZAGEM
· 1 Guia Geral;
· 6 cadernos de Teoria e Prática;
· 1 caderno do Formador;
· AAA versão do aluno;
· AAA versão do professor.
No segundo momento as formadoras fizeram as suas primeiras reflexões a respeito do programa, explicaram os materiais e fizeram algumas atividades.

ATIVIDADES DA FORMAÇÃO - REFLEXÃO SOBRE O TEXTO "Por que meu aluno não lê?"

Segundo o texto lido, percebe-se que o gosto pela leitura tornou-se um problema para todos.
Concordo plenamente com o autor quando ele fala sobre as dificuldades encontradas e as situações que fazem com que os alunos aumentem ainda mais essa resistência pela leitura: o ambiente, a escolha dos temas, a formação dos profissionais, o próprio professor que não possui o hábito de ler ou simplesmente não gosta de ler.
Esses são alguns dos vários fatores que impossibilitam os nossos educandos a ter o gosto de ler, pois até mesmo durante o período de alfabetização foi algo monótono, sem apresentar nenhum sentido para ele, o que possibilitou ainda mais um certo trauma pela leitura.
Estratégias de leitura:
-Rodas de leitura;
-Visitas à biblioteca;
-Utilização de textos atuais e que tenha alguma repercussão forte – que chame atenção;
-Textos ilustrativos ou que estimule a criatividade;
-Favorecer um ambiente acolhedor, aconchegante;
-Estimular a produção textual a partir do entendimento do que foi lido e através de oficinas;
-Provocar, instigar, questionar;

Sabemos que ler é uma prática básica, essencial para aprender. Quando citamos aprender, quer dizer viver plenamente seu papel de cidadão, mesmo fazendo parte de uma época em que proliferam os recursos áudio visuais, informática entre outros, que se impõem com todos os seus poderes econômico e processual, pode se constatar que nenhum equipamento substitui a leitura.
Assim é de extrema relevância que todos se unam em prol de melhorar o nível de leitura por parte de nossos alunos, seja de qual fase de vida for, sendo que nem todos tem a oportunidade de vivenciar bons hábitos de leitura.
Por isso, acredito que, antes de trabalhar o aluno, temos que trabalhar o professor a despertar o seu próprio gosto pelo ato de ler, e a preparar de fato as suas aulas de modo que elas tenham mais sentido e mais coerência com o cotidiano do aluno.